Virgens em bordel
O debate político no Brasil é um lixo, em parte porque os líderes políticos intuem, parece que corretamente, que os eleitores se satisfazem com o nível pedestre das discussões.
Basta ver como se comportam as extremidades ideológicas e seus aliados, cegas e fanatizadas pelo sindicalista e pelo capitão.
O eleitorado dos extremos é formado por presumidas virgens, todas habitues de festivos lupanares.
Converso com muitos amigos eleitores de Lula e de Bolsonaro e muitos parecem avessos a críticas que possam ser feitas aos seus líderes. “Mas veja bem…”, “Não é bem assim…”, “É preciso analisar o contexto…”, etc, etc e etc.
Jair Messias Bolsonaro apoiou Arthur Lira, apoiou Rodrigo Pacheco, apoiou Hugo Motta, apoiou Davi Alcolumbre e, depois de muito criticar, abraçou o Centrão. Um de seus ministro, o general Augusto Heleno, fez até versão de música para a frente parlamentar que domina o Congresso Nacional, apontando-o como formado por ladrões.
E todos os apoiados pelo “limpinho” Bolsonaro, tirando o Centrão, fazem parte, hoje, em visita ao Japão, do puxadinho de Lula.
Vamos parar, esquerda e direita, de bancar as virgens em bordel.
Política se faz avançando no terreno do adversário. É como na guerra, só mudam os nomes – inimigo na guerra, adversário na política.
Um sugestão aos fanatizados: não apontem o indicador para qualquer um dos que divergem de vocês e não ponham no pedestal os seus algozes.