Virgens em bordel

por Sérgio Trindade foi publicado em 26.mar.25

O debate político no Brasil é um lixo, em parte porque os líderes políticos intuem, parece que corretamente, que os eleitores se satisfazem com o nível pedestre das discussões.

Basta ver como se comportam as extremidades ideológicas e seus aliados, cegas e fanatizadas pelo sindicalista e pelo capitão.

O eleitorado dos extremos é formado por presumidas virgens, todas habitues de festivos lupanares.

Converso com muitos amigos eleitores de Lula e de Bolsonaro e muitos parecem avessos a críticas que possam ser feitas aos seus líderes. “Mas veja bem…”, “Não é bem assim…”, “É preciso analisar o contexto…”, etc, etc e etc.

Jair Messias Bolsonaro apoiou Arthur Lira, apoiou Rodrigo Pacheco, apoiou Hugo Motta, apoiou Davi Alcolumbre e, depois de muito criticar, abraçou o Centrão. Um de seus ministro, o general Augusto Heleno, fez até versão de música para a frente parlamentar que domina o Congresso Nacional, apontando-o como formado por ladrões.

E todos os apoiados pelo “limpinho” Bolsonaro, tirando o Centrão, fazem parte, hoje, em visita ao Japão, do puxadinho de Lula.

Vamos parar, esquerda e direita, de bancar as virgens em bordel.

Política se faz avançando no terreno do adversário. É como na guerra, só mudam os nomes – inimigo na guerra, adversário na política.

Um sugestão aos fanatizados: não apontem o indicador para qualquer um dos que divergem de vocês e não ponham no pedestal os seus algozes.

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