O que disse Jucá mesmo?
Meses atrás vieram à tona gravações de uma conversa entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Com alguns trechos inaudíveis, o cerne do diálogo era sobre a necessidade de derrubar a presidente Dilma para, depois, forjar um grande acordo nacional no qual os responsáveis pelas bandalheiras, de todos os espectros políticos, seriam salvos pela ação do STF http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/05/1774018-em-dialogos-gravados-juca-fala-em-pacto-para-deter-avanco-da-lava-jato.shtml.
Dilma foi impedida e, vez por outra, os diálogos eram lembrados pelos partidários dela e de Lula para demonstrar que o “profeta” Jucá dizia se cumpria à risca.
Petistas e seus satélites não cansavam de bater na tecla quando STF, a mais inoperante corte de justiça, livrava a cara de Aécios e que tais.
Bem, o STF segue o scrip anunciado por Jucá, o profeta que esteve com todos os governos destes tristes trópicos desde os anos 1990, desta vez livrando Lula. A parte mais importante, para este caso, nem é dita por Jucá, mas por Machado: “O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo”. E arremata: “Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais”.
O que se ouve ou se lê de petistas e satélites é, entre envergonhado e satisfeito, o silêncio.
O silêncio dos hipócritas. Ou da conveniência.
Por Sérgio Trindade