ABC já enxerga a escada do acesso
O ABC foi a Manaus e fez o que um time de futebol tem de fazer quando joga mata-mata fora de casa: não inventou moda. Entrou em campo, correu, brigou pela bola e voltou para Natal com uma vitória de 2 a 1 sobre o Nacional manauara.

Imagem feita com auxílio de IA
Agora vem a conversa de sempre: “Está praticamente classificado”. Está, mas sem pressa.
No futebol, “praticamente” é uma palavra perigosa. Serve para muita coisa, menos para colocar resultado no bolso. O ABC ganhou uma batalha. Ganhou bem, mas ainda terá de entrar em campo para uma outra domingo. Vencendo (ou não perdendo) terá vencido a guerra.
O ABC ganhou com um personagem que merece o retrato na parede: Luiz Fernando. O homem foi lá duas vezes, colocou a bola para dentro e resolveu o serviço. Atacante é isso. Não precisa escrever tese de doutorado. Recebe, manda para a rede e deixa o comentarista explicar.
O ABC volta para Natal podendo empatar. Isso é uma vantagem danada. Mas não significa que possa entrar em campo pensando no empate. Time que entra para empatar geralmente começa empatando e termina perdendo.
A torcida já fez a parte dela. Os ingressos para a Arena das Dunas estão esgotados. Vai ter gente até onde não cabe gente. E isso é bom. Futebol sem torcida é reunião de condomínio.
Agora é com os jogadores. O ABC está a noventa minutos da Série C. Noventa minutos parecem uma eternidade para quem está esperando e um piscar de olhos para quem está jogando. Tem que jogar sério. Sem oba-oba e sem achar que o 2 a 1 de Manaus resolveu tudo. E, principalmente, sem esquecer que o Nacional vai entrar em Natal sabendo que precisa vencer.
A bola vai rolar e aí acaba essa conversa toda. Porque no futebol é assim: enquanto tem jogo, tem perigo. E enquanto tem perigo, ninguém está classificado.
O ABC deu um passo enorme. Só não tropeçar na própria sombra.